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Chichen Itza – A Maravilhosa Cultura Maia

Domingo, 24 Fevereiro 2019 by admin

Riviera Maia, este foi o local escolhido para a minha lua de mel (há já uns anitos).

Fomos naqueles pacotes de tudo incluído, porque… enfim, era Lua de Mel.

Claro que quando chegamos, tivemos que passar pela tradicional lavagem cerebral, tipo vendedores de colchões, num briefing pela manhã com um cocktail de boas vinda onde aproveitam para venderem a ideia de que lá fora é muito perigoso e só devem fazer excursões com os seus serviços.

Claro que… fomos embora e não compramos nem uma viagem à agência.

Como isto foi há uns anitos, ainda não havia esta abertura e quantidade de troca de dicas e de blogs, agimos mesmo por instinto, sempre nos fez confusão andar a toque de caixa com um grupo de pessoas atrás e com tempos controlados para tudo. Nããã, não era para nós.

Não demorou muito para ficarmos com o bichinho carpinteiro. Não aguentamos, e lá descobrimos um autocarro publico que passava em frente ao hotel, por meia dúzia de tostões (mesmo muito barato) que ia para a Praia Del Carmen.

Claro que rapidamente encontramos uma agência de viagens local e voilá… as mesmas excursões a um quarto do preço.

Bom aquilo não eram bem excursões, era um aluguer de carro de 7 lugares, com motorista que nos levava para o roteiro que era combinado. Estava lá um casal de Italianos e acabamos por dividir o valor.

Um dos imperdíveis lugares foi obviamente ver o complexo arqueológico de Chichén Itzá.

Foram buscar-nos ao hotel e lá fomos nós durante duas horas (170 km) ansiosos por ver uma das 7 novas maravilhas do mundo, é Patrimônio Cultural da Humanidade.

A importância deste complexo, não é a sua grandeza (pois não era das maiores cidades maias), mas o seu estado de conservação atual.

A pirâmide e Kukulcan (em homenagem ao Deus Kukulcan – significa a serpertente emplumada) é um dos edificados mais representativos da cultura Maia e tem uma particularidade – quando amanhece (só nos equinócios), a sombra é projetada nas escadas principais da pirâmide por forma a parecer uma serpente.

Esta escadaria tem 365 degraus, o que equivale ao calendário Haab, representam os 365 dias do ano dentro do calendário e a um ciclo completo do Sol.

Os sacerdotes tinham um enorme conhecimento de astronomia, o que lhes permitiu estudar as estações do ano, as épocas de chuvas ou secas, se semeaduras, exerciam assim um grande peso na comunidade.

O templo de Jaguar é outra construção deste complexo, era utilizada para rituais religiosos e abriga também os restos do governante Hasaw Cha’an Kawil.

Também existe um outro edifício, que servia de observatório astronómico, com uma escada em espiral, e mais uma vez se evidencia aqui a importância do estudo das estrelas.

Neste espaço havia também o maior campo de futebol da América com 168 metros de comprimento e 70 de largura, embora se chame futebol, as são regras muito diferentes daquelas que utilizamos hoje em dia, vejamos:

O jogo admitia até 5 jogadores, o objetivo era alcançar com a bola em arcos suspensos nos muros que ladeiam o campo, uma outra curiosidade é que jogavam com as coxas e as ancas.

O mais inusitado – aqui disputava-se literalmente a vida do Jogador, o perdedor tinha que se submeter a sacrifícios feitos pelos sacerdotes e o seu crânio(revestido) poderia servir de bola para o próximo jogo. Creepy!!!

E tantas outras curiosidades que vão adorar descobrir.

Um único conselho, faz um calor que não se aguenta, não existe muito sombreamento, devem levar agua, chapéus de sol e muito protetor, por forma a não desidratarem.

azulChichen ItzaincrívelMaiaméxicoriviera
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Sidi Bou Said

Domingo, 06 Janeiro 2019 by admin

Acordei com um pensamento… É hoje! É hoje, que vou poder ver as cores da pequena vila que já andava a pesquisar, namorar as lindas fotos, há anos.

Esta tão conhecida vila fica a cerca de 20 quilómetros de Tunes.

De Tunes para Sidi Bou Said (nome de um homem santo muçulmano que viveu no Sec. 13), em transportes públicos leva entre 1 hora e 1hora e meia com um custo de 50 cêntimos.

É uma pequena Vila com cerca de 5000 habitantes, se sairmos de Tunes para lá sentimos um enorme contraste.

Encontra-se num local elevado com vista para o mar (Golfo de Tunes), também ancestralmente utilizada como zona de controlo da zona comercial marítima.

É uma vila imaculada, tem uma estrutura arquitetónica árabe, com portões lindíssimos e encontra-se limpíssima.

A característica mais conhecida é que todas as casas habitacionais ou comerciais, estão pintadas e também algumas caiadas de branco e azul. É mesmo fantástico, parece que existe continuidade do mediterrâneo.

Existem muitos cafés artesanais com um ar de renovado, muito bonitos e higienizados, que nos vendem os produtos mais tradicionais, como alimentos à base de frutos secos, Chás variados e café turco com pinhões – que é uma delicia.

Parece uma cidade feita de artistas para artistas, em todas as ruelas encontramos lojas a exporem quadros de vários artistas, uns mais realistas outros mais abstratos e galerias de arte.

Preparem-se para a subida da vila, linda, típica, mas ingreme como tudo. Nós fomos na primavera, um calor de morte, no verão deve ser insuportável.

Claro que esta cidade por ser tão bela e limpa, com tudo a condizer, mesmo o balde do lixo e as vassouras dos carros que os cantoneiros de limpeza utilizam são pintados com o azul exatamente igual aos das casas – simplesmente é tudo perfeito.

O que eu achei mais interessante? Para além da vista, do envolvimento das cores desta pitoresca vila, apaixonei-me pelas portas.

Cada casa tem uma porta de madeira, pintada e trabalhada. Esse é um verdadeiro trabalho artístico de um valor incalculável. Isso foi o que me ajudou a subir as ingremes ruelas. Pois eu parava embasbacada a apreciar o trabalho em cada casa, assim sempre custou um pouco menos a subida.

É claro que se tornou num local demasiado turístico, os preços adaptaram-se ao nível de vida dos visitantes e tudo o que vendem torna-se pouco autêntico.

Se vos aconselhava a ir? Claro apesar de ser turístico é imperdível, mesmo! Tem uma beleza natural que não podemos perder.

Com chegar: Carro alugado, táxi, autocarro ou comboio combinado com metro de superfície.

azulincrívelportasSidi Bou SaidtunesTunísia
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5 curiosidades de Marrocos

Terça-feira, 01 Janeiro 2019 by admin
MarraquexeMarrocos
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Eu não gosto de carne de borrego!

Sábado, 08 Dezembro 2018 by admin

Quando viajo procuro, acima de tudo, conhecer as gentes e os locais, os seus monumentos e paisagens, descobrir as histórias que cada um dos lugares tem para me contar, as suas tradições e vivenciar os ambientes, em busca das experiencias que cada destino tem para me oferecer.

Nesta busca de vivências e tradições, incluem-se as cores, os cheiros, o espirito dos lugares, que de alma aberta me convido a sentir.

Também a gastronomia, como um dos principais fatores identitários de cada cultura, tem importância relevante nas minhas viagens.

Quando surgiu a oportunidade da viagem a Marraquexe, Marrocos, com amigos que já conheciam bem a cidade, uma das questões que se colocou foi o facto de um dos principais ingredientes da gastronomia marroquina ser a carne de borrego – EM MARROCOS TODA A REFEIÇÃO QUE SE PREZE INCLUI CARNE DE BORREGO!

MAS EU NÃO GOSTO DE CARNE DE BORREGO!!!

Os amigos bem tentaram entusiasmar-me. Os argumentos foram crescendo, chegando a “OS MARROQUINOS FAZEM O BORREGO DE UM MODO DIFERENTE” e “VAIS VER QUE ATÉ VAIS GOSTAR”.

Nunca me convenceram! Mas estava confiante que haveria sempre um ou outro pratito alternativo!

Logo no primeiro dia, chegámos à hora do jantar, à praça JEMMA EL FNA, com um ambiente incrível: cheio de luzes, cores, musicas, cheiros, muitos chás e… COZINHADOS de CARNE DE BORREGO.

Gente por todo o lado a interagir connosco, num frenesim surpreendente … quase mágico!

De repente vejo-me numa banca, sentado, com várias iguarias de CARNE DE BORREGO à minha frente, que observo desconfiado, mas com alguma curiosidade porque o cheiro era realmente muito agradável.

Arrisco uma dentada com um bom pedaço de pão local.

Provei…

Comi, repeti e repeti! Surpreendi todos (ou não) com o pedido de mais uma dose, de tão saboroso que estava!

Enquanto lá estivemos comi carne de borrego todos os dias! TANGIAS, MECHOUI, TAJINES, em cima de um papel de embrulho ou em forma de sandes, sempre à mão e sem grandes pruridos – comi que me fartei e gostei ainda mais!

EU ATÉ GOSTO DE CARNE DE BORREGO!

 

Autor: Fernando Ramos (Arquitecto)

MarraquexeMarrocos
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Ida para a Turquia

Quarta-feira, 28 Novembro 2018 by admin
MarraquexeMarrocos
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Alojamento, condução e macacos ladrões em Bali

Domingo, 04 Novembro 2018 by admin

Bali é a ilha da Indonésia que escolhemos porque conseguia satisfazer todos os nossos interesses, é muito completa em relação à sua diversidade, quer cultural, quer ambiental.

Fizemos um percurso onde esteve inserido passagem pela zona rural, montanha, praia, vilas piscatórias, cascatas e tudo isto com monumentos à mistura.

 

Alojamento

Relativamente aos alojamentos, existem respostas para todos os gostos, desde os mais refinados hotéis até às Guest Houses mais modestas.

Nesta viagem fomos em modo Low Cost, uma vez que planeamos passar por vários países e teríamos que moderar o investimento.

Em modo poupança, em Bali, conseguem-se encontrar alojamentos baratos com a qualidade mínima.

Como ficamos sediados em Ubud e tínhamos carro alugado (mais à frente conto esta aventura), resolvemos fazer percursos de ida e volta aos pontos de interesse. O objetivo em termos de alojamento era ser limpo, com casa de banho e pequeno-almoço, sem luxos e a bom preço.

Após muita investigação, lá arrisquei, encontrei uma Guest House que estava bem avaliada pelos viajantes, tinha um custo cerca de 10€ /noite (quarto duplo). Épaaa!!! Vamos nisso, reservado!

Após o meu ataque de coragem, fiquei com pensamentos ruminantes, com medo que fosse dar buraco, foram 10€ e a minha filha não pagava porque dormia na cama existente. Assim, fazendo contas ficava 3,3 por noite com pequeno almoço incluído. Não vai correr bem…

Chegamos lá à noite, o primeiro desafio foi estacionar, Ubud é uma cidade muito turística e agitada.

Como era já tarde e havia pouca luz não fiquei com uma ideia muito concreta do local, apenas fizemos o check-in e fomos diretos para os quartos.

Quando nos levantamos de manhã podemos apreciar bem a beleza do jardim (em frente aos quartos), com telheiro, mesas baixas, mesmo chill out. Ao pequeno almoço, podíamos escolher 1 de 10 opções, por exemplo: sumo natural de melancia com panqueca, ou torrada, ou omelete, etc. Muito saboroso.

Todos os quartos tinham casa de banho, ventoinha, toalhas – o básico! A casa de banho não tinha porta, apenas cortina, daquelas coisas engraçadas…  Era muito limpo, enfim, não se pode ter tudo!

A equipe era ótima! Aproveitamos para colocar a roupa a lavar e passar (saiu muito barato, cerca de 2€/quilo), no dia de manhã seguinte tinha a roupa em cima da cama.

Vendiam as mais variadas excursões, o meu marido e amigos compraram a da subida ao vulcão.

No dia da excursão fiquei no hotel, estava com febre e dores de garganta, a minha filha ficou comigo e com uma amiga. Aproveitei para mandar vir o almoço do hotel, cerca de 3 euros.

Esta foi a nossa opção por ser limpo, barato, bem localizado e com uma série de serviços. No entanto existem hotéis belíssimos com elevada qualidade e muito baratos comparando aos padrões Europeus.

 

Formas de Deslocação

Na ilha existem várias formas de deslocação, mas essencialmente passa por alugar carro, mota ou carro com motorista porque os transportes públicos são escassos ou quase inexistentes, não é por acaso que existe um exagero de trafico.

Os viajantes têm várias opções: alugar mota, carro ou carro com guia.

Para conduzir lá é obrigatório ter carta internacional, que pode tratar diretamente no IMTT ou no ACP.

Muitos viajantes acabam por alugar veículos sem carta internacional, consegue-se facilmente. Mas podem existir alguns problemas… ser apanhado pela polícia ou existir algum acidente (que são muito frequentes naquela ilha).

Se for mandado parar consegue-se resolver “a bem” com a polícia, por meia dúzia de tostões. Mas sinceramente, em caso de acidente, a situação complica-se e não vale a pena arriscar.

Quando chegamos ao aeroporto, lá estava o funcionário da rent-a-car à nossa espera, e qual não foi o nosso espanto… entregaram-nos um carro cheio de riscos, amolgadelas e sem as peças que tapam os espelhos retrovisores, sim… os fios estavam à mostra!

Tive relutância em receber o carro, com medo que nos acusassem de estragos. Após uma autêntica sessão fotográfica ao carro (para fazer prova) e depois de o senhor nos garantir umas 100 vezes que não havia problema, ainda pintei todo o formulário de anomalias… parecia mais uma pintura abstrata de uma criança de 3 anos.

Rapidamente entendemos porque o carro estava naquelas condições… já conduzimos em muitos países. Mas este!? Motas por todo o lado, sem ordenação ou cumprimento de regras de transito, meu Deus era a loucura Total!

Alugar carro em Bali saí muito barato, e é confortável porque podemos fazer os percursos que entendermos, mas o condutor tem que ser muito experiente e ter sangue frio. Aquilo é pior que o GTA.

Correu tudo bem, não houveram acidentes, mas muitos sustos… tivemos apenas um incidente…

 

Macaco ladrão e uma valente dor de barriga

Estávamos parados num miradouro a observar a paisagem, aproxima-se um macaco, rouba uma das peças do espelho retrovisor que estava à mostra, ainda tentamos impedi-lo, mas ele reagiu agressivamente.

Fez-se silêncio, ficamos abismados a olhar, o animal rapidamente pegou na peça, como se de um tesouro se tratasse e engole-a, aiii, mãe do céu… para além de termos que pagar a caução ainda vai o animal passar uma má noite.

Quando entregamos o carro explicamos o acontecido, mas de uma forma descontraída mandou-nos embora, parece que mais peça, menos peça… assim o único que se pode ter queixado foi o ladrão do macaco!

alojamentoBaliconduzirexperiênciaincrívelIndonésialoucuramacacos
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Na Capadócia com a cabeça nas nuvens – a incrível experiência de andar de balão de ar quente em 8 Fases

Domingo, 21 Outubro 2018 by admin

Muito antes de colocar o meu pé no avião, aliás muitos meses antes, passo por uma fase de meticulosa preparação da viagem e escolha de locais e atividades.

Tenho que vos confessar que nesta viagem à Turquia, a tão afamada viagem de balão de ar quente foi uma das atividades que me despertaram dúvidas e mais dúvidas.

O motivo da incerteza prendia-se com duas questões:

  • A segurança (levo a minha filha de 10 anos comigo);
  • O preço (para três fica um bocadito carote, será que vale a pena o investimento?).

 

Comecei por ler os 5 milhões de artigos de Bloggers, todos falavam maravilhas e estavam encantados, essa parte já tinha percebido… eu não tinha dúvidas da beleza das paisagens.

As minhas incertezas prendiam-se com a segurança…  na verdade, não adiantava muito ler esses artigos… pois todos os autores tinham sobrevivido.

Após a minha saga de procura de respostas, resolvi arriscar, tinha decidido embarcar nesta aventura com a minha família e amigos.

Primeiro passo: voltar a ler os blogues, segundo, e aqui é que são elas… compro lá na hora ou antecipadamente?

Resolvi ir com a viagem comprada daqui, assim poderia escolher a empresa que me parecesse ter uma melhor qualidade preço e segurança.

Depois de muitas pesquisas, troca de emails para várias empresas, tive um ótimo feedback desta, levaram menos de 1 dia a responder às minhas dúvidas e anseios (olhem que foram algumas, vá, muitas), fizeram-me sentir segura. Obrigada Nicole, pela paciência!

Quem quiser saber mais, aqui tem a página.

http://voyagerballoons.com/

 

Como foi a experiência em si? Vou-vos contar passo a passo.

Fase 1

Recebemos esta mensagem, via email:

Our shuttle will pick you up from Hotel between 4:25 to 4:35  tomorrow morning.

It is recommended to carry light jacket and hat; the weather could be quite chilly – temperature in the morning can be as low a 14 degree Celsius. Also it is recommended to wear comfortable shoes, as you will climb into the balloon basket!

 

Whatttttt???

Tão cedo, isso implicava levantar as 3h45m, aíii mãezinha e não percebi essa dos sapatos confortáveis… ia perceber mais à frente.

Fase 2
Fomos recolhidos pelo autocarro de 12 lugares em frente ao hotel, na hora certa por um simpático motorista chamado Cagr e nos levou para um edifício bem decorado onde havia uma receção e um buffet.

Fase 3
Pagamento e pequeno almoço muito bem servido, para ganharmos força para o que aí vinha.

Fase 4
Aqui começa a verdadeira aventura, ainda de noite no local onde levantamos estavam os técnicos a encher o balão de ar quente, com ventoinhas. Foi lindo ver no escuro a luz da chama que enchia os vários balões é realmente arrebatador.

 

Fase 5
Esta é a parte que ninguém conta, aí é muito lindo e tal e as dificuldades?

É uma experiência que me faz comparar a que tive na amamentação, tão lindo o vínculo que se cria, sim, mas ninguém contou que doía como raios.

Após o bonito espetáculo de encher o balão, o simpático piloto Halis – este é o co- fundador da empresa, simplesmente comunicou – podem subir!

E eu, está bem, aguardei pelas escadas. Afinal tinha escolhido o plano de voo conforto!

Quando começo a olhar para o cesto, era enorme, chegava-me ao peito, com uns buracos na cesta e o resto o grupo a subir pelo cesto acima.

Bolas! Era por isso que recomendaram sapatos confortáveis. Explicaram-me o processo tão bem e esqueceram-se de me dizer a experiência incluía escalada. Naquele momento só me apetecia desistir, aquela aventura não é para pessoas robustas como eu, mas olhei para os olhos brilhantes da minha filha e … seja o que Deus quiser.

Tomei tanto balanço que quase caí de cabeça dentro do Cesto.

Fase 6
O piloto deu-nos uma palestra com instruções que devíamos cumprir para manter a segurança.

O passeio durou uma hora, vimos o nascer do sol já no ar. Para além da beleza natural e única da paisagem da capadócia, o que torna este passeio diferentes é o céu preenchido de cores de outras centenas de balões que sobrevoam os céus da Capadócia.

Enquanto apreciávamos a beleza natural tivemos o prazer de ouvir o piloto descrever os locais por onde passávamos, descer quase a tocar no chão, até aos vales, era mesmo muito habilidoso. Tornou o passeio muito interessante.

 

Fase 7
Aterragem, incrível! Eu não tinha noção da precisão, mas o balão aterra mesmo em cima do atrelado do carro que o vai transportar – a sério, é preciso arte!

Depois de aterramos, tivemos o prazer de ouvir uma descrição muitíssimo interessante acerca da constituição da empresa, em que o piloto era o cofundador, da enorme experiência do mesmo e também de como se processa.

É necessário cumprir uma serie de normas e existem regras muito rígidas, como curso de piloto, cumprimento das ordens para levantar voo, manutenção, altura máxima que se pode voar, e existe um aparelho regista todos estes movimentos.

No final da viagem o piloto lê-nos esse relatório.

Ficamos a entender que ao nível de segurança este passeio é mais seguro do que parece.

http://palmilhando.com/wp-content/uploads/2018/10/capadocia.mp4

 

Fase 8
Entrega de diplomas e abertura de champanhe.

Em súmula, depois desta experiência inesquecível o desafio vai ser arranjar outra tão marcante.

balãobalão de ar quentecapadóciaexperiênciaincrívelno arnuvensTurquia
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Camboja autêntico – estadia em zona Rural

Domingo, 29 Julho 2018 by admin

Siem Reap é uma cidade turística localizada muito perto do complexo de Ankor e de outros templos.

Desta forma está muito preparada para turistas, tem imensos hotéis, lojas, guesthouses, bares e vida noturna. Ou seja, foram construindo um espaço de todos para todos, muito oportuno, mas pouco autêntico.

Como íamos ficar muito pouco tempo no camboja e gostava de conhecer uma zona mais genuína, decidi ficar numa Guest House mais para a zona rural.

Esta viagem foi feita com grupo de 6 adultos e uma criança, o desafio foi encontrar um espaço limpo, simples e barato.

Após muita procura nos motores de busca habituais resolvi, com algum receio, fechar a reserva.

Alugamos três quartos numa Guest House a 7 Km da cidade de Siem Reap, e assim começa a nossa aventura.

Assim que chegamos do aeroporto estavam à nossa espera à porta dois tuk tuks, os motoristas apresentaram-se e ainda aguardaram que fossemos comprar os nossos cartões SIM.

A Fazenda oferecia o transporte para lá, mas de Tuk tuk? Sete quilómetros? Bolas, vamos chegar lá todos partidos… ás vezes tenho ideias macacas! Porque não ficamos em hotéis normais na cidade como todos os outros??

No caminho fomos apreciando a paisagem, os campos eram dum verde quase florescente, estavam todos plantados de arroz.

Passados 15 minutos já estava a amar a minha opção, este trajeto deu-nos oportunidade de conhecer o modus vivendus da população, encontramos modos de transportar bens mesmo que refletem uma criatividade incrível, ora vejam:

De repente, viragem à direita, para caminho de terra batida, bem espero que não sejam muitos quilómetros, pensava eu enquanto o simpático motorista apontava para uma casa e dizia que morava ali.

Ao chegarmos lá fomos recebidos e acomodados por um simpático jovem, ficamos no piso térreo de uma casa, tinha três quartos e uma casa de banho de água fria (não era isso que vinha descrito), mas uma vez que seria só para nós, engoli.

O rapaz era o filho dos donos, esteve sempre presente para nos explicar percursos, roteiros e reservar o que quiséssemos, sentimo-nos em família.

Esta fazenda tinha trabalhadores, podíamos vê-los a tratar da cultura do arroz, bem interessante.

O “Hotel” servia refeições, mas tínhamos que avisar com um pouco de antecedência, depois entendi porquê, quem fazia as refeições era uma senhora que falava com os olhos, não sabia uma palavra de inglês, mas comunicava com a alma.

Para nos preparar as refeições ia ao mercado comprar o necessário e ela própria preparava, comida caseira, nunca comi uns crepes de legumes como aqueles, tudo feito de raiz.

O alojamento não tinha pequeno almoço, mas os olhos estavam sobre nós, perceberam que gostávamos de comer uma banana antes de sair e voilá, todos os dias aparecia um cacho de bananas em cima da mesa – fantásticos.

Todos os serviços oferecidos pelo alojamento são feitos pelos próprios ou dados a residentes da pequena aldeia, como forma de desenvolvimento local, excelente conceito.

Existe também lá um senhor ligado à proteção da natureza e explicava tudo o que se relacionava com as espécies locais, a fauna e flora, mesmo muito interessante.

Sempre que queríamos sair, passear a qualquer lugar, lá apareciam os nossos amigos motoristas, tinham sempre uma atitude simpática, mas vigilante.

Num dos dias estava uma enorme tempestade e fomos até à vila jantar, atrasamo-nos, ficaram lá à nossa espera, comunicavam com o alojamento a reportar onde estávamos e como estávamos.

O nome do alojamento é The Green Home, Endereço: Po Meanchey Village, Sangkat Siem Reap, Siem Reap, Camboja. (Site)

A nossa experiencia foi única, se tivéssemos ficado alojados na cidade era impensável comer aquela comidinha caseira, ver as crianças espreitar curiosamente aquele grupo de ocidentais, o trabalho no campo, observar o verdadeiro camboja.

Não podíamos ser melhor acolhidos, apesar de não encontrarmos alguns luxos que estamos habituados (como agua quente), fomos bem compensados com carinho e hospitalidade – valeu ouro.

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Cairo – A cidade que nunca dorme

Domingo, 15 Julho 2018 by admin

Esta nossa viagem ao Egipto foi noutro tempo, em 2009, antes da primavera Árabe, todos os relatos que são efetuados têm que ser contextualizados, podem estar um pouco desatualizados em certas situações.

Nós sabíamos que esta era a maior cidade do mundo árabe, tem cerca de 9 milhões de habitantes (quase a população portuguesa toda), e a sua área metropolitana cerca de 25 000 000.

A nossa expectativa era muito alta.

É o 15º Pais mais populoso do mundo, mas a sua grande característica é a densidade populacional, os habitantes concentram-se em volta do Rio Nilo e nos centros urbanos. Portanto, Grande Confusão!

Só quatro dias na capital, não é nada para este panorama, tínhamos que correr para sentir a cultura, um bocadinho que fosse.

Ao chegar de Luxor, fomos de transfere para o nosso hotel de 4 estrelas já incluído no pacote (que remédio), gosto mais de viajar de forma independente, mas foi a oportunidade.

Já cheguei ao Cairo combalida, com uma diarreia, tive o máximo cuidado no cruzeiro, mas esqueci-me da salada, e foi no que deu. Já vinha a tomar UL-250 e Imodium, mesmo assim não estava bem.

Mal chegamos ao hotel, larguei a mala e fui à farmácia que se localizava ao fundo da rua. Expliquei os sintomas, o farmacêutico brincou comigo dizendo que estava com o mal do Faraó.

Afinal estava com a Maldição do Faraó, que desgraça a minha! Mas o que é isso?

Ele estava a fazer alusão à lenda de que qualquer pessoa que viole a múmia de um faraó do Egito será atingida por uma praga, que a levará à morte. Esta crença surgiu no seculo XX, para afastar os saqueadores de tesouros das pirâmides.

Lá nos rimos e deu-me um remédio (era um antibacteriano, parece que a população local está resistente, mal os estrangeiros não) foi tiro e queda, nessa mesma noite, pronta para a aventura!

Fui descansar um pouco para o Hotel, estava debilitada, como dormi à tarde e recuperei logo, estava cheia de fome. Era uma da manhã, não tínhamos nada para comer, tentei dormir um pouco para esquecer a fome, virei-me para o lado.

O quarto de Hotel dava para a rua principal, só ouvíamos buzinadelas de carros, à uma da manhã? Resolvemo-nos vestir e ir até o átrio do hotel, falar com a receção, podia haver algo que se comesse.

Perguntamos se tinham room service. Não tinha, mas indicou-nos que ao fundo da rua haviam restaurantes e uma pizzaria, mas àquela hora? Disse-me que sim.

Mal saímos do hotel não poderíamos acreditar no que estávamos a ver, a rua estava cheia de pessoas a passear, calmamente, como se fosse de dia, famílias inteiras com carrinhos de bebes, de todas as idades, as lojas todas abertas.

Não eram só lojas de conveniência, eram sapatarias (cheias de gente e experimentar), de malas, roupa, absolutamente tudo.

E o trânsito? Parado, todos os carros a buzinar (como é que eu poderia conseguir dormir?), percebemos que a hora de ponta também era às duas da manhã.

Depois de andar quase uma hora, embasbacada a contemplar este cenário, resolvemos comprar uma pizza e levar para comer no hotel.

Hoje não sei se continua assim, uma vez que durante uns tempos foi imposto o recolher obrigatório.

Custei a adormecer, com a cabeça num rodopio, excitada para que chegasse o dia seguinte e com um pensamento persistente na minha cabeça.

O Cairo, afinal é que é a cidade que nunca dorme!

24 horascairocaosegiptoesfingepirâmide
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Batu Caves – de tirar o fôlego (literalmente)!

Domingo, 24 Junho 2018 by admin

Esta viagem à Asia foi alucinante, fizemos 3 países, 10 voos em 19 dias, muito cansativa, os dias estavam demasiado preenchidos, mas valeu mesmo muito a pena.

As Batu Caves foi a escolha para a primeira visita que programamos para a Malásia.

Localizam-se a cerca de 18 km a norte de Kuala Lumpur, e foi uma das atrações eleitas por vários motivos:

– Espaço de peregrinação Hindu num país Muçulmano;

– Magnitude do espaço;

– Um dos Santuários Hindus mais importantes fora da Índia.

Neste local existem sempre muitas peregrinações.

No festival Thaipusam (que também é aqui comemorado), enche-se de flores e de cores.

Quem poder ir, não perca! Realiza-se no mês de janeiro ou fevereiro (tem a ver com a lua cheia), devem conferir a data exata em cada ano.

Fomos de Uber ou Grab (já não me lembro), que nos deixou numa rua paralela.

O pequeno percurso foi muito agradável pois haviam barraquinhas de um lado e de outro, famílias inteiras a trabalhar na ornamentação e elaboração de colares e oferendas de flores coloridas.

Quando lá chegamos a primeira coisa que avistamos foi a gigantesca estatua dedicada a Kartikeya, que é o Deus da guerra (é a maior do mundo dedicada a esta divindade).

Esta estatua é grandiosa, tem cerca de 40 metros de altura e está pintada toda de dourado o que se torna ainda mais impressionante.

Por detrás da estatua avista-se o “Calvário”… Estou a falar de subir 272 degraus, com uma inclinação muito elevada, muito calor e humidade… que meu Deus, é mesmo de tirar o fôlego!

Já no meio do percurso e depois de ter parado umas dez vezes, olho para esta placa (tirei foto) acreditam nisto??? Se é proibido fazer exercício, o que chamam que é subir esta escadaria toda?

 

No cimo das escadas encontram-se grutas com 400 milhões de anos, e lá dentro podemos ver 3 templos dedicados a alguns Deuses Hindus.

Mas a humidade da caverna compensa-nos do sacrifício da subida, tão fresca, que bom!

Para os menos corajosos, podem ficar cá em baixo á espera.

Existem imensos restaurantezinhos, com cocos, comida, venda de bugigangas, dá perfeitamente para entreter enquanto se espera.

Ao descer no lado direito existe outra caverna, com visita guiada – Dark Cave, tem um custo de 35 MYR para adultos e 25MYR para crianças. Os guias explicam-nos todo o ecossistema (flora e fauna) e formações minerais daquelas cavernas. Quem se interessa por este tema é engraçado.

 

Como ir:

Táxi, Uber ou Grab – 5€ por viagem.

Transporte público – Apanha-se o comboio até à Sentral Station e outro comboio até Batu Cave, o preço é 2MYR (um euro e pouco).

A viagem de comboio é muito confortável e peculiar também – observem bem a foto.

A carruagem que estávamos era só para senhoras, só quase no meio do caminho é que nos apercebemos. No nosso grupo, existiam 3 homens e lá estavam a incumprir as regras também – mas ninguém foi capaz de nos corrigir, nem olhar de lado.

 

Nota: cuidado com os bens, pois andam por lá muitos macacos à espera dos turistas mais distraídos.

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