Sidi Bou Said

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Acordei com um pensamento… É hoje! É hoje, que vou poder ver as cores da pequena vila que já andava a pesquisar, namorar as lindas fotos, há anos.

Esta tão conhecida vila fica a cerca de 20 quilómetros de Tunes.

De Tunes para Sidi Bou Said (nome de um homem santo muçulmano que viveu no Sec. 13), em transportes públicos leva entre 1 hora e 1hora e meia com um custo de 50 cêntimos.

É uma pequena Vila com cerca de 5000 habitantes, se sairmos de Tunes para lá sentimos um enorme contraste.

Encontra-se num local elevado com vista para o mar (Golfo de Tunes), também ancestralmente utilizada como zona de controlo da zona comercial marítima.

É uma vila imaculada, tem uma estrutura arquitetónica árabe, com portões lindíssimos e encontra-se limpíssima.

A característica mais conhecida é que todas as casas habitacionais ou comerciais, estão pintadas e também algumas caiadas de branco e azul. É mesmo fantástico, parece que existe continuidade do mediterrâneo.

Existem muitos cafés artesanais com um ar de renovado, muito bonitos e higienizados, que nos vendem os produtos mais tradicionais, como alimentos à base de frutos secos, Chás variados e café turco com pinhões – que é uma delicia.

Parece uma cidade feita de artistas para artistas, em todas as ruelas encontramos lojas a exporem quadros de vários artistas, uns mais realistas outros mais abstratos e galerias de arte.

Preparem-se para a subida da vila, linda, típica, mas ingreme como tudo. Nós fomos na primavera, um calor de morte, no verão deve ser insuportável.

Claro que esta cidade por ser tão bela e limpa, com tudo a condizer, mesmo o balde do lixo e as vassouras dos carros que os cantoneiros de limpeza utilizam são pintados com o azul exatamente igual aos das casas – simplesmente é tudo perfeito.

O que eu achei mais interessante? Para além da vista, do envolvimento das cores desta pitoresca vila, apaixonei-me pelas portas.

Cada casa tem uma porta de madeira, pintada e trabalhada. Esse é um verdadeiro trabalho artístico de um valor incalculável. Isso foi o que me ajudou a subir as ingremes ruelas. Pois eu parava embasbacada a apreciar o trabalho em cada casa, assim sempre custou um pouco menos a subida.

É claro que se tornou num local demasiado turístico, os preços adaptaram-se ao nível de vida dos visitantes e tudo o que vendem torna-se pouco autêntico.

Se vos aconselhava a ir? Claro apesar de ser turístico é imperdível, mesmo! Tem uma beleza natural que não podemos perder.

Com chegar: Carro alugado, táxi, autocarro ou comboio combinado com metro de superfície.